Foi na passada segunda-feira que o vice-presidente da Câmara de S. Pedro do Sul, Adriano Azevedo, tomou posse do cargo de presidente do Comissão Executiva da Região de Turismo Dão-Lafões. A cerimónia teve lugar na própria Secretaria de Estado do Turismo, em Lisboa, com direito a discursos programáticos (“uma presença agressiva, capaz de gerar expectativas e de conseguir atrair turistas”) e presença do ministro. Uma coisa séria e institucional.
Mas sério, ao que parece, é também o PRACE (Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado) que se prepara para reduzir drasticamente a nossa administração pública. Para alcançar tal demanda, o governo propõe-se mesmo a "
diminuir o número de serviços e dos recursos afectos a uma série de serviços públicos para alcançar ganhos de eficiência, simplificação, racionalização e automatização" no sector público. E, perguntam vocês, o que é que esta panóplia de medidas desburocratizantes tem a ver com o nosso digno vereador que foi a Lisboa, com toda a pompa e circunstância, ser investido de funções pelo digníssimo ministro?
Deixo-vos com o organigrama que o
Ministério da Economia e Inovação terá após a implementação das medidas previstas no PRACE:

Em bom Português: as Regiões de turismo vão cúcaralho.
Depois de vir à praça falar de catedra sobre irregulariedades financeiras(uma verdadeira autoridade moral este nosso vereador), o ex-funcionário bancário José Duque vem agora dizer-nos que "Já chega de betão e cimento". O mesmíssimo Duque que se encontrava na Câmara Municipal quando se decidiu construir um complexo gimno-desportivo de "betão e cimento" no centro da Vila.
Bem faz o nosso Tó Carlos recusar comentar estas bodegas. Não ligar puto aos dislates do Duque não é problema de transparência ou déficit democrático. É somente uma questão de higiene.
A resolução do Conselho de Ministros n.º 76/00 de 5 de Julho, referindo-se ao sítio Serras da Freita e Arada (que se integra na lista nacional de sítios da Rede Natura 2000 a que se refere o nº 1 do Artigo 4º do Decreto-lei nº 140/99), aponta como
factores de ameaça à zona o facto de o sítio ter vindo a “ ser ocupado por plantações mais ou menos extensas de pinheiros e eucaliptos e, na zona ocidental e acentuadamente na zona oriental é moderadamente afectado pelo pastoreio e queimadas associadas. Realça-se também um aumento significativo na procura desta área para a prática de actividades de recreio e lazer assim como de raids Todo-o-Terreno, instalação de projectos turísticos, nomeadamente praias fluviais, campismo selvagem e escaladas. Regista-se ainda
a implantação de mini-hídricas e de parques eólicos, a destruição de turfeiras originada por acções e actividades de diversa natureza, a abertura de novas vias e a laboração ilegal de pedreiras.”
Também o
Projecto de Resolução nº 264/IX , do Partido Comunista Português, recomenda, entre outras medidas, que seja criado o Gabinete da Serra da Freita por considerar urgente “a elaboração de um Plano de Desenvolvimento Integrado da Serra da Freita, onde deverá ser considerada a preservação das aldeias, (com a definição de regras comuns para a construção, de incentivos à recuperação de construções e à utilização de materiais tradicionais) e a promoção de turismo de qualidade que
respeite os valores naturais e contribua para o desenvolvimento local”
Já a nossa Câmara Municipal, “deliberou por
unanimidade, concordar com a celebração do protocolo com a Eólica da Arada – Empreendimentos Eólicos da Serra da Arada, S.A. que pretende
implementar no concelho de São Pedro do Sul um projecto para instalação de um parque eólico destinado à produção de energia eólica”.
Enfim, umas verdadeiras luminárias estes nossos vereadores.